quarta-feira, 16 de março de 2011

chove

José Gomes Ferreira



Chove...

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove...

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.


Gosto tanto deste poeta, da sua poesia, umas vezes curta e sintética como este poema, outra vezes longa e narrativa, como a sua Poesia I.... gosto da sua prosa uma vezes hiper realista ,planfetária e pessoal, outras tão fantasiosa, como as Aventuras de João sem medo....

Neste anoitecer em que a chuva promete ainda fazer-nos uma visita lembrei-me da sua poesia

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